Regularização do Ifood e Uber eats: a conta vai cair no colo de quem?

por Bruno | dez 19, 2025 | Marketing

Nos últimos meses, voltou ao centro do debate a proposta de regulamentar aplicativos como Uber e iFood, com ideias que incluem pagamento mínimo por hora ou por quilômetro, além da defesa de um modelo próximo à CLT para trabalhadores autônomos.
No discurso, soa como proteção social. Na prática, o impacto pode ser exatamente o oposto.

Antes de discutir ideologia, vale olhar para os dados e os efeitos reais no mercado.


O que os apps realmente mudaram nas cidades

Um estudo do MIT mostrou que plataformas de entrega contribuíram para uma redução de até 10,4% na criminalidade em São Paulo, especialmente em regiões mais vulneráveis. O motivo é simples. Renda, ocupação e inclusão econômica reduzem a exposição ao crime.

Esses aplicativos criaram uma alternativa imediata de geração de renda para milhões de pessoas que estavam fora do mercado formal ou que precisavam de flexibilidade. Não é teoria. É dado.


O problema do tabelamento e da rigidez

Quando o Estado impõe tabelamento de preços e encargos fixos, a lógica econômica é direta:

• O custo operacional das plataformas sobe
• A margem das empresas diminui
• Os preços para o consumidor aumentam
• A demanda cai
• Menos pedidos, menos corridas
• Menos renda para quem trabalha nos apps

O resultado é um efeito dominó.

O lanche do iFood fica mais caro.
A corrida do Uber deixa de ser opção.
O volume de pedidos cai.
E quem mais perde é justamente quem depende desse fluxo para ganhar dinheiro.


Flexibilidade não é precarização. É escolha.

Pesquisas mostram que cerca de 75% dos trabalhadores de apps preferem o modelo autônomo, justamente pela flexibilidade de horários e pela autonomia.

Forçar um modelo único ignora a realidade de quem:
• trabalha em horários alternativos
• complementa renda
• não quer ou não pode cumprir jornadas fixas

Transformar isso em CLT não cria empregos. Elimina oportunidades.


Exemplos que já deram errado

Isso não é um debate novo. Outros países já testaram esse caminho.

Espanha. Custos subiram, empresas reduziram operações e trabalhadores perderam renda
Califórnia. A tentativa de enquadrar apps como CLT elevou preços e reduziu a demanda

O padrão se repete.
Regulação mal desenhada encarece o serviço, reduz o mercado e prejudica quem deveria ser protegido.


O Brasil precisa de regulação inteligente, não de intervenção cega

Regular não é sinônimo de engessar.

O que funciona é:
• proteção social flexível
• modelos híbridos
• incentivos, não punições
• dados para tomada de decisão

O Brasil não pode destruir um modelo que:
• emprega mais de 5 milhões de pessoas
• reduz criminalidade
• movimenta a economia
• sustenta consumo e serviços

Intervir sem entender a dinâmica do mercado é um erro caro. E quem paga essa conta nunca é o governo.


O que isso tem a ver com empresas, tecnologia e estratégia

Esse debate revela algo maior: decisões sem dados quebram sistemas que funcionam.

O mesmo acontece dentro das empresas.

Quando negócios operam sem:
• dados organizados
• automação
• visão de funil
• estratégia de aquisição e retenção

Eles tomam decisões no escuro.
Gastam mais.
Vendendo menos.
Acreditando que “não funciona”.


É aqui que a gente entra

Na Select, ajudamos empresas a construir estruturas próprias, que não dependem de achismo nem de modismos.

Criamos:
• sistemas de aquisição previsíveis
• funis bem definidos
• automações comerciais e de marketing
• dados claros para decisões estratégicas
• crescimento sustentável, mesmo em cenários instáveis

Assim como o mercado de apps precisa de regulação inteligente, empresas precisam de estratégia inteligente.

Quem se antecipa, cresce.
Quem reage tarde, paga mais caro.


A pergunta final não é política. É estratégica.

Regular vai proteger quem?
Vai gerar mais renda ou menos oportunidades?
Vai reduzir custos ou inflar preços?

No digital, no mercado e na economia, quem ignora os dados sempre perde.

Se você quer construir um negócio que cresce mesmo em cenários incertos, a resposta não está no discurso.
Está na estratégia.

Vamos conversar?