O comércio eletrônico brasileiro manteve uma trajetória consistente de crescimento em 2025. Segundo dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce, o setor alcançou R$ 235,5 bilhões em faturamento, representando alta de 15,3% em relação ao ano anterior.
Mais do que um dado expressivo, esse número confirma uma consolidação: o digital deixou de ser um canal complementar e passou a ser estrutura central de vendas para empresas de todos os portes. A questão não é mais se o e-commerce vai crescer. A pergunta é quem está preparado para crescer junto.
Panorama completo de 2025
Os dados divulgados pela ABIACOM revelam um mercado robusto e cada vez mais maduro:
Faturamento total: R$ 235,5 bilhões
Crescimento anual: 15,3%
Número de pedidos: 438,9 milhões
Ticket médio: R$ 536,60
Compradores online: 94,2 milhões
Participação feminina: 60%
Faixa etária predominante: 35 a 44 anos, representando 35% das compras
Região líder: Sudeste, com 55% do volume
Estado líder: São Paulo, com 32% do total nacional
Classe econômica predominante: Classe C, responsável por 54% das compras
Esses números demonstram aumento de confiança do consumidor, maior recorrência de compras e ampliação da base ativa no ambiente digital.
A digitalização do consumo é definitiva
Com 94,2 milhões de compradores online em 2025, praticamente metade da população brasileira já realiza compras digitais.
Esse dado representa:
-
Mudança estrutural no comportamento de consumo
-
Redução da dependência do varejo físico
-
Maior exigência por conveniência, rapidez e experiência
Empresas que ainda tratam o digital como canal secundário estão operando com visão limitada de mercado.
Mulheres lideram o consumo digital
A participação feminina de 60% no ambiente online revela um ponto estratégico importante: decisões de compra no digital estão fortemente influenciadas por mulheres. Isso impacta diretamente:
-
Linguagem de comunicação
-
Estratégia de posicionamento
-
Experiência de navegação
-
Estratégia de conteúdo
-
Construção de autoridade
Negócios que não segmentam sua comunicação perdem eficiência.
Millennials concentram maior poder de compra
A faixa etária entre 35 e 44 anos representa 35% das compras online.
Esse público possui:
-
Maior poder aquisitivo
-
Perfil mais analítico
-
Maior exigência por reputação
-
Sensibilidade a avaliações e prova social
-
Forte uso de múltiplos dispositivos
Isso exige estratégia integrada entre tráfego pago, conteúdo, branding e performance.
Concentração regional e expansão logística
Embora o Sudeste concentre 55% das vendas e São Paulo lidere com 32%, há um movimento claro de expansão para outras regiões.
Esse avanço é impulsionado por:
-
Melhorias logísticas
-
Popularização do Pix
-
Expansão do acesso à internet
-
Aumento da confiança digital
Empresas que estruturam distribuição nacional ganham vantagem competitiva relevante.
Classe C impulsiona o crescimento
Com 54% das compras concentradas na classe C, o e-commerce se consolida como ferramenta de acesso ampliado ao consumo.
Isso abre oportunidades estratégicas como:
-
Combos e kits promocionais
-
Parcelamentos inteligentes
-
Comunicação mais acessível
-
Estratégias de volume com margem controlada
Mas também exige eficiência operacional e controle rigoroso de custos.
Projeção para 2026 confirma expansão contínua
Para 2026, a ABIACOM projeta:
Faturamento estimado: R$ 259,8 bilhões
Ticket médio projetado: R$ 562,15
Pedidos estimados: 460,87 milhões
Compradores previstos: 97,06 milhões
O crescimento previsto indica consolidação do mercado e aumento do valor médio por transação.
Inteligência artificial será protagonista no varejo digital
Um dos principais vetores de crescimento apontados pela ABIACOM é o uso estratégico de inteligência artificial.
As aplicações mais relevantes incluem:
-
Personalização de ofertas em tempo real
-
Análise preditiva de comportamento
-
Recomendações automatizadas
-
Atendimento inteligente via chatbots
-
Precificação dinâmica
-
Otimização de campanhas com machine learning
Empresas que utilizam IA aumentam conversão, reduzem custo por aquisição e melhoram retenção.
O desafio real não é crescer. É crescer com estratégia
O aumento de 15,3% no faturamento também significa:
-
Maior concorrência
-
Aumento do custo de mídia paga
-
Maior disputa por atenção
-
Consumidor mais exigente
-
Margens mais pressionadas
Estar online não garante resultado.
O diferencial está em:
-
Funil de vendas estruturado
-
Posicionamento claro
-
Estratégia de tráfego consistente
-
Otimização constante de conversão
-
Gestão de dados e métricas
O que empresas devem fazer agora
Se o cenário para 2026 aponta crescimento, empresas que desejam capturar essa expansão precisam agir agora.
Prioridades estratégicas:
-
Estruturar e profissionalizar o e-commerce
-
Investir em performance e branding simultaneamente
-
Trabalhar retenção e recompra
-
Integrar tecnologia e automação
-
Reduzir dependência de um único canal
-
Monitorar indicadores diariamente
O crescimento do mercado não é automático para todos. Ele favorece quem se posiciona melhor.
Conclusão
O e-commerce brasileiro atingiu R$ 235,5 bilhões em 2025 e deve superar R$ 259 bilhões em 2026.
Os dados mostram maturidade, consolidação e expansão, mas crescimento de mercado não significa crescimento individual.
Empresas que estruturarem estratégia, posicionamento e gestão orientada por dados estarão à frente e o mercado em geral está crescendo.
A pergunta é: sua empresa está preparada para capturar essa oportunidade ou apenas acompanhar o movimento de longe?


