O fim da corrida pela primeira página do Google

by Bruno | Aug 25, 2025 | AEO, Inteligência Artificial, Marketing, SEO

A inteligência artificial está transformando radicalmente a lógica da busca on-line. Com a chegada de ferramentas como ChatGPT, Gemini e Google AI Overview, não basta mais conquistar um lugar na primeira página do Google para ter uma forte presença digital.

O verdadeiro desafio de muitas empresas, agora, é fazer com que seu conteúdo seja a resposta direta fornecida por uma IA.

Acompanhamos de perto essa mudança e entendemos que ela impacta profundamente a forma como empresas, agências e times de marketing devem estruturar sua presença digital.


A transformação no comportamento do usuário

Observamos que o comportamento digital do consumidor mudou de forma significativa. As pessoas não querem mais navegar em dezenas de links. O que buscam são respostas claras, diretas e objetivas.

Se antes o usuário se dava ao trabalho de abrir até a 3ª ou 4ª página do Google, hoje ele prefere confiar nos resumos fornecidos pelas próprias IAs.

Além disso, as buscas já não se concentram apenas no Google. O público vai direto ao YouTube (para tutoriais e reviews), ao Instagram e TikTok (para tendências e provas sociais) e aos chatbots como ChatGPT, Gemini e Grok, em busca de respostas instantâneas, resumos e até ideias para brainstorming.

Em resumo: a informação está mais fragmentada do que nunca, e a atenção do usuário, também.


Impacto direto nas estratégias digitais

Recomendamos que as empresas adaptem suas estratégias digitais imediatamente. O usuário está cada vez mais acostumado a consultar IAs diretamente, esperando uma experiência de busca mais conversacional, resumida e eficiente.

O que isso significa na prática?

  • A IA não lê apenas palavras-chave. Ela entende contexto, intenção e profundidade.

  • Um conteúdo bem estruturado e confiável pode ser reutilizado pelas IAs em centenas de respostas diferentes.

  • Se o seu conteúdo não cobre o tema de forma completa, ele dificilmente será selecionado por uma IA.

A primeira página do Google morreu. Bem-vindo à era do Search Everywhere Optimization.

Estratégias modernas de otimização de conteúdo

Defendemos que as marcas precisam ir além do SEO tradicional e adotar o conceito de Search Everywhere Optimization. Ou seja: otimizar conteúdos para serem encontrados em qualquer lugar que o usuário busque, seja no Google, Instagram, YouTube, TikTok ou diretamente em interfaces de IA.

Algumas práticas indispensáveis para esse novo cenário:
• Criar conteúdos abrangentes e “fatiáveis”, que possam ser usados em partes pelas IAs.
• Estruturar bem o conteúdo, com H1, H2 e H3 claros, listas e parágrafos objetivos.
• Sinalizar onde cada subtópico começa e termina, para que a IA identifique blocos de respostas.
• Adotar abordagem multimodal, otimizando vídeos (com timestamps), imagens (com alt text detalhado) e até podcasts.

Exemplo prático: se você cria um conteúdo sobre receitas italianas, não basta falar apenas em “jantar italiano”. É preciso incluir:

  • Lista de ingredientes;

  • Técnicas de preparo;

  • Sugestões de vinhos;

  • Dicas de onde comprar os produtos.

Assim, um único artigo pode responder a dezenas de buscas diferentes, sendo ranqueado não só no Google, mas também nos resumos de IA.


Integração entre equipes de marketing

Nós da Select também recomendamos que as empresas integrem seus times de SEO, redes sociais e produção de conteúdo multimídia.

O SEO deixou de ser apenas “Google Optimization” para se tornar Search Everywhere Optimization. Isso significa que:

  • Vídeos, imagens e áudios terão cada vez mais peso nas buscas.

  • A estratégia precisa ser omnichannel, garantindo presença em múltiplos formatos e plataformas.


O que continua essencial

Mesmo com tantas mudanças, alguns pilares continuam inegociáveis:

  • Autoridade: conteúdos assinados ou validados por especialistas da área.

  • Backlinks de qualidade: referências externas ainda são fator de desempate.

  • Foco no usuário: conteúdos produzidos para humanos, não apenas para robôs.

O Google e as IAs valorizam sites em que o usuário entra, permanece, consome e engaja com o conteúdo.


A inteligência artificial não é o fim do SEO, mas sim uma evolução inevitável.

O que muda é o jogo de prioridades: sai a corrida por palavras-chave soltas e entra o desafio de criar conteúdos completos, multimodais e prontos para responder diretamente ao usuário. O futuro da busca é fragmentado, conversacional e multicanal. Quem entender isso agora, estará vários passos à frente. Sua empresa está pronta para esse novo cenário?
Aqui na Select, ajudamos você a estruturar sua presença digital de forma estratégica, escalável e preparada para a era da inteligência artificial.